Processos de sofrimento psíquico que pais de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) podem desenvolver
Palavras-chave:
Autismo, cuidadores, saúde mental, sofrimento psíquico, redes de apoioResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que interfere profundamente na vida da criança e de sua família, impactando não apenas o campo clínico, mas também o emocional, social e institucional. Este artigo tem como objetivo analisar os processos de sofrimento psíquico vivenciados por pais de crianças com TEA, destacando os principais fatores geradores, os impactos nas relações familiares e as estratégias de enfrentamento observadas na literatura científica. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, baseou-se em artigos científicos, dissertações e livros publicados entre 2014 e 2024, obtidos em bases como SciELO, Google Acadêmico e CAPES Periódicos. Os resultados indicam que o diagnóstico do TEA desencadeia sentimentos de ansiedade, culpa, luto simbólico e exaustão emocional nos pais, agravados pela sobrecarga de cuidados e pela carência de políticas públicas de apoio. Identificaram-se ainda efeitos sobre a dinâmica conjugal, isolamento social e vulnerabilidade psíquica, especialmente nas mães. Contudo, estratégias como redes de apoio, psicoeducação e acompanhamento psicológico mostraram-se eficazes para reduzir o sofrimento e fortalecer a resiliência familiar. Conclui-se que é urgente a ampliação das políticas públicas e das práticas de cuidado integradas, que contemplem não apenas a criança diagnosticada, mas também os cuidadores, reconhecendo-os como sujeitos que igualmente necessitam de suporte e acolhimento.
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