Gestão ambiental - administração voltada para gestão ambiental empresarial
Palavras-chave:
Gestão ambiental empresarial, Sustentabilidade corporativa, Administração sustentável, Ecoeficiência organizacional, Estratégias socioambientaisResumo
A Gestão Ambiental Empresarial emerge como um campo estratégico da administração contemporânea que busca alinhar os objetivos econômicos das organizações aos princípios de sustentabilidade socioambiental. O presente estudo tem como objetivo central analisar como as empresas brasileiras têm incorporado práticas de gestão ambiental em seus processos decisórios, reconhecendo que a preservação dos recursos naturais e a mitigação de impactos ambientais deixaram de ser mera obrigação legal para se tornarem fontes de vantagem competitiva e legitimidade organizacional. O aumento da escassez de recursos naturais, aliado à pressão de stakeholders e ao
aperfeiçoamento do arcabouço normativo brasileiro, especialmente após a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e os compromissos assumidos no Acordo de Paris (2015) –, impulsionou as organizações a repensarem suas cadeias produtivas. Conforme destaca Donaire (2017), a gestão ambiental passou a ser compreendida não apenas como controle de poluição, mas como uma dimensão estratégica capaz de gerar inovação e redução de custos operacionais. Nos últimos anos, autores brasileiros têm enfatizado a importância da integração da variável ambiental às funções clássicas da administração. Jabbour e Santos (2019) apontam que empresas que adotam sistemas de gestão ambiental certificáveis (ISO 14001) apresentam maior maturidade ecológica e melhores indicadores de desempenho sustentável. Por sua vez, Almeida e Oliveira (2021) evidenciam que a gestão ambiental empresarial no Brasil avançou significativamente após 2015, impulsionada tanto pela regulação quanto pela demanda de consumidores conscientes e investidores ESG. Este artigo defende que a
Gestão Ambiental Empresarial representa uma evolução do modelo administrativo tradicional, no qual a variável ecológica é tratada como elemento central na formulação de estratégias corporativas. Ao promover a ecoeficiência, a economia circular e a responsabilidade socioambiental estendida, as organizações conseguem conciliar lucratividade com a preservação do capital natural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.
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