Avaliação de nódulos e desenvolvimento da soja cultivada em sucessão de milho consorciado com Urochloa ruziziensis
Palavras-chave:
Biomassa radicular, Fixação biológica de nitrogênio, Planta de cobertura, Rotação de culturas, Sustentabilidade agrícolaResumo
A soja (Glycine max) depende fortemente da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo influenciado diretamente pelas condições do solo e pelo manejo da cobertura vegetal. Sistemas conservacionistas, como o consórcio milho–Urochloa ruziziensis, podem melhorar características físicas e biológicas do solo, favorecendo a nodulação e o desenvolvimento radicular da soja cultivada em sucessão. Este trabalho avaliou o efeito da sucessão da soja após milho solteiro e após milho consorciado com Urochloa ruziziensis, considerando a nodulação, a biomassa radicular e a produtividade. O experimento foi conduzido em Cláudia-MT, em delineamento inteiramente casualizado, com dois tratamentos e dez repetições. As variáveis analisadas incluíram massa fresca e seca de nódulos e raízes, número de nódulos totais, viáveis e inviáveis, e produtividade. O consórcio com Urochloa ruziziensis aumentou significativamente os nódulos totais e viáveis, indicando ambiente mais favorável à simbiose. Por outro lado, o milho solteiro apresentou maior concentração de biomassa radicular na camada superficial do solo. Não houve diferença estatística para biomassa nodular, nódulos inviáveis e produtividade. Conclui-se que o uso de Urochloa ruziziensis em consórcio promove melhorias no ambiente radicular e na nodulação da soja, mesmo sem refletir em produtividade no primeiro ciclo de sucessão.
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